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Saiba o que é aromaterapia e os benefícios dos óleos essenciais

Já ouviu falar em aromaterapia, mas não sabe como funciona? Confira tudo que você precisa saber sobre esse método alternativo de cuidado com a saúde!

11/11/2020 • 10h00min • EM LIFESTYLE

Uma fotografia com três vidros de óleos essenciais cercados de flores e folhas.

Já ouviu falar em aromaterapia, mas não sabe como essa prática funciona? A aromaterapia é considerada medicina natural, preventiva e também curativa. É uma alternativa de tratamento holístico mais suave, para o corpo e a mente, e é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Apesar de ser ainda pouco difundida no Brasil, a técnica foi incluída na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS) e vem tomando corpo e ampliando seu espaço de atuação.

Em alguns países, a aromaterapia já é amplamente utilizada em ambientes de trabalho e hospitais, com propósitos terapêuticos. 


O que é aromaterapia?

Formada pela junção das palavras “aroma”e “terapia”, a aromaterapia é uma técnica que utiliza óleos essenciais para promover ou melhorar a saúde, o bem-estar e a higiene. Segundo a International Aromatherapy Association, este é um método de tratamento complementar, fazendo uso de concentrados extraídos de vegetais.


Como surgiu a aromaterapia?

Na década de 30, a França e a Inglaterra passaram a adotar e pesquisar o uso terapêutico dos óleos essenciais, sendo considerada prática integrante da aromatologia - ciência que estuda as matérias aromáticas e seu uso terapêutico em áreas diversas, como psicologia, cosmética, perfumaria, veterinária, agronomia e outros segmentos.

No Brasil, a aromaterapia é reconhecida como uma prática integrativa e complementar, podendo ser associada a outras práticas, como talassoterapia e naturopatia, e considerada uma possibilidade de intervenção que potencializa os resultados do tratamento adotado. 

Como prática multiprofissional, tem sido adotada por diversos profissionais de saúde, como enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, médicos, veterinários, terapeutas holísticos, naturistas, entre outros.

Como funciona a aromaterapia?

Os principais métodos usados em aromaterapia são: a inalação, o banho aromático e a aplicação. O efeito acontece quando as partículas dos óleos essenciais se desprendem e são carregadas pelo ar, estimulando as células nervosas olfativas. Esse processo é suficiente para ativar, por exemplo, o sistema límbico (área cerebral responsável pela olfação, memória e emoção). 


Tipos de óleos essenciais e seus benefícios

Os óleos essenciais são substâncias orgânicas muito perfumadas, extraídas de diversas partes das plantas. Têm geralmente consistência aquosa e límpida, mas podem se solidificar em diferentes temperaturas. Conheça algumas de suas propriedades químicas e as funções que desempenham:

Monoterpenos/Sesquiterpenos

Possuem efeito antiviral, antisséptico, bactericida e anti-inflamatório. Atuam no fígado (processo de desintoxicação) e estimulam as funções glandulares. Eles agem também no cérebro, aumentando a quantidade de oxigênio das glândulas pituitária e pineal. Óleos essenciais: limão, pinho e olíbano.

Ésteres

São fungicidas, sedativos e antiespasmódicos. Óleos essenciais: bergamota, sálvia e lavanda.

Aldeídos

Agem como sedativos, antissépticos e anti-infecciosos. Óleos essenciais: melissa, capim-limão e citronela.

Cetonas

São descongestionante em quadros de asma, bronquite e resfriado. Óleos essenciais: funcho, gengibre e hissopo.

Álcoois

Atuam como antissépticos, antivirais e estimulam o sistema imunológico. Óleos essenciais: pau-rosa, sândalo e gerânio.

Fenóis

São bactericidas, desinfetantes, anti-inflamatórios e podem ser irritantes à pele. Óleos essenciais: tomilho e cravo.

Óxidos

São bactericidas e expectorantes. Óleos essenciais: alecrim e melaleuca.

Ácidos

Atuam como antisséptico, diurético e antipirético. Óleos essenciais: benjoim e melissa.


Como usar os óleos essenciais

Graças às diferentes composições dos óleos essenciais, alguns benefícios podem ser alcançados por diversas aplicações, entre elas:

Aromatização de ambiente

Existem diversas formas de aromatizar o ambiente, uma delas é diluir cerca de 10 ml de óleo essencial em 1 litro de água, umedecer um pano e passar no espaço desejado. Outra opção muito utilizada é com difusores - os artesanais, feitos de pedra ou cerâmica, ou os elétricos. 

Compressa

As compressas são comumente usadas para aliviar contusões musculares ou áreas do corpo que sofreram algum impacto e apresentam vermelhidões. Alguns óleos que possuem propriedades analgésicas podem ser utilizados para acelerar o tratamento. 

Massagem

Neste caso, os óleos essenciais devem ser diluídos em algum óleo vegetal, como o de coco, ou cremes para evitar possíveis irritações na pele e reações adversas.

Inalação

A inalação feita com folhas de plantas é um método antigo da medicina popular usado para melhorar o sistema respiratório. Para fazer com óleos essenciais, bastam algumas gotas em um recipiente com água quente.

Cabelo

Nos cabelos, os óleos podem ser misturados em xampu ou diluídos em óleo vegetal para tratamento de cabelos secos (óleos essenciais de cedro e sálvia), cabelos oleosos (óleos de cedro e limão), caspa (óleos de alecrim e melaleuca) e queda (óleos de alecrim e cedro).

Banho

No banho, eles podem ser usados para acalmar a mente e melhorar o sistema respiratório por meio da inalação. Na ducha, basta colocar três gotas em um canto do box. Na banheira, dez gotas são suficientes.

Ingestão

Alguns óleos essenciais podem ser ingeridos, porém é um método que deve ser recomendado por um profissional da saúde. 

É bom ressaltar que há uma variedade de fatores que ajudam a determinar a eficácia do tratamento aromaterápico, como a qualidade dos óleos essenciais, os métodos de aplicação e o conhecimento do aromaterapeuta.

Cuidados importantes

Alguns óleos essenciais não têm uso recomendado para determinados casos. Por isso, é importante conhecer as aplicações e os efeitos adversos. Aqui estão alguns cuidados que devem ser seguidos:

Busque sempre a recomendação de um especialista antes do uso de óleos essenciais, pois eles podem causar efeitos colaterais - dores de cabeça, náuseas, alergias e até reações mais graves.

Por serem extremamente concentrados, nunca devem ser aplicados diretamente na pele. Use bases para diluir, como cremes ou óleos vegetais (coco, abacate, uva, entre outros).

O produto deve ser armazenado em um recipiente escuro para não se degradar com a exposição à luz.

Verifique se o produto é 100% natural e puro, livre de componentes que possam ser nocivos à saúde.


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