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Consórcio ou financiamento? Entenda as diferenças

Com a facilidade nas negociações, financiamentos e consórcios estão mais populares. Mas, qual a melhor opção? Acesse e confira!

10/12/2020 • 14h49min • EM MERCADO

Uma fotografia de um casal sentado no sofá fazendo cálculos.

O acesso ao crédito facilitou a realização de sonhos para muitas pessoas, como a compra da casa própria, por exemplo.

No mercado, existem duas modalidades que são muito procuradas e também geram dúvidas: o financiamento e o consórcio. Afinal, qual a melhor opção? 

Vamos conhecer cada uma!

O que é consórcio?

Consórcio é uma poupança coletiva formada por pessoas que se juntam para comprar um bem ou serviço em comum, como um apartamento ou um carro, por exemplo.

De tempos em tempos, um dos participantes é contemplado com um valor para ser utilizado na aquisição do bem ou serviço. 

As administradoras de consórcio são empresas que organizam e gerenciam todo o processo. No site da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), entidade que representa o Sistema de Consórcios em todo o território nacional, é possível encontrar as administradoras credenciadas pelo Banco Central.

Como funciona o consórcio?

Ao fazer esse tipo de negócio, os participantes, também chamados de cotistas, pagam parcelas mensais para formar a poupança.

A cada mês, um ou mais participantes são contemplados e recebem a chamada “carta de crédito” para adquirir o bem ou serviço. 

Custos

O pagamento deve ser realizado todos os meses, respeitando os critérios previstos no contrato. Em geral, é constituído por quatro fatores:

Fundo comum

Dinheiro destinado à compra do bem ou serviço. Ele varia conforme o valor do bem e do tempo total do consórcio, além da quantidade de participantes. É esse valor que paga os contemplados todos os meses;

Taxa de administração

Valor cobrado pela administradora para operar o consórcio;

Seguro

O consórcio inclui um seguro de vida, que cobre as prestações a vencer, em caso de falecimento do consorciado;

Fundo de reserva

Adicional que pode ser cobrado por algumas administradoras como garantia durante o consórcio. O fundo de reserva, se disponível, é devolvido aos participantes no final do consórcio. 

Contemplação

Os pagamentos financiam a entrega do bem para os participantes, até que todos sejam contemplados, por lance ou sorteio. Entenda a diferença entre eles:

Sorteio

Periodicamente, a administradora realiza sorteios para que alguns cotistas sejam contemplados.

Lance

Serve para antecipar a contemplação. É um pagamento a mais, além da parcela mensal.

Existem três tipos de lance: o livre, que pode ser ofertado qualquer valor, desde que esteja entre uma taxa mínima e o custo total das mensalidades restantes; o fixo, com cota predeterminada para o lance; e o embutido, uma forma de utilizar uma parte da carta de crédito como lance para a contemplação. 

Vantagens x Desvantagens do consórcio

Uma das principais vantagens do consórcio é que não são cobrados impostos e juros. A única taxa paga é a de manutenção do consórcio (que deve ser avaliada com atenção).

Outro ponto a favor é que o contemplado com a carta de crédito tem mais chances de obter melhor negociação nas compras à vista.

Agora, um fator que pode ser um problema é o risco de inadimplentes. Nesse caso, a administradora pode reajustar o valor das mensalidades, de acordo com especificações do contrato. 

No caso do consórcio para compra de um imóvel, é aplicado reajustes anuais pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), que podem pesar na parcela final. 

O que é financiamento?

Financiar nada mais é do que pegar dinheiro emprestado de uma instituição financeira para comprar bens ou serviços. Esse empréstimo é feito a partir de um contrato firmado entre o comprador e o credor e suas cláusulas podem variar conforme o tipo de financiamento escolhido. 

Saiba mais:

Tipos de financiamento imobiliário praticados no Brasil

Custos

O valor das prestações é dividido, de maneira geral, em juros, amortização e taxas adicionais.?

Taxa de juros

Sempre que uma instituição financeira concede um empréstimo, ela cobra uma taxa para compensar o período no qual ficará sem esse dinheiro. Essa é a taxa de juros e o seu valor é influenciado por uma série de fatores. 

Leia também:

Entenda como a taxa Selic influencia no financiamento imobiliário

Primeiro, o banco faz uma avaliação cadastral para verificar qual é a probabilidade do contratante não honrar o compromisso. Para isso, são avaliados o valor do bem, o valor a ser financiado, a renda familiar do comprador, a sua idade e seu histórico de dívidas. Quanto maior for o risco, maior será a taxa de juros.

Amortização

Amortização é o que está sendo devolvido ao banco pelo dinheiro emprestado.

Taxas adicionais

Além dessas duas frações a serem pagas nas prestações, os bancos podem cobrar outras taxas, como custo administrativo das operações financeiras. Cada banco tem a sua própria taxa administrativa e diferentes pacotes de serviços oferecidos.

Vantagens x Desvantagens do financiamento

Ao contrário do consórcio, o financiamento permite adquirir o bem ou serviço em um curto espaço de tempo. Mas esse imediatismo tem um custo, que são os juros. Atualmente, a Selic - taxa básica de juros que as instituições financeiras se baseiam para calcular os juros que serão cobrados nos financiamentos - está em queda. Na prática, quando ela cai, o crédito tende a ficar mais barato. 

Escolher entre financiamento e consórcio

Como você viu, esses dois tipos de crédito têm vantagens e desvantagens. O que pode pesar na decisão entre financiar ou fazer um consórcio é o tempo. O financiamento é a melhor opção para quem quer ter o bem o mais breve possível. 

Para organizar melhor as informações e ajudar na escolha, crie uma lista de critérios e prioridades. Temos aqui um exemplo:

Prazo para quitação do contrato;

Disponibilidade financeira para a parcela mensal;

Custos da contratação do consórcio ou financiamento;

Momento e perspectiva econômica do país;

Estabilidade financeira para manter um contrato de longo ou curto prazo;

Urgência para a utilização do bem;

Necessidade de aumentar o relacionamento com o banco;

Inadimplência temporária;

Facilidade no controle de pagamentos.

 

Avalie suas necessidades, pesquise as opções disponíveis e compare todas as taxas envolvidas.

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