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Saiba tudo sobre a expansão do MASP

Previsto para ser inaugurado em 2024, o Anexo do MASP é uma expansão do museu em um novo edifício de 14 andares. Saiba mais!

06/07/2022 • 16h34min • EM TEGRA +

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Um dos principais cartões-postais de São Paulo, símbolo da arquitetura moderna mundial do século 20, está passando pelo maior processo de expansão física da sua história.

Previsto para ser inaugurado em 2024, o Anexo do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) é uma expansão do museu em um novo edifício de 14 andares conectado por ligação subterrânea ao prédio histórico desenhado por Lina Bo Bardi.

Na edição número 8 da nossa revista, a Tegra IN, contamos em primeira mão detalhes sobre o projeto de ampliação do museu. Aqui no blog você pode conferir os destaques desta matéria.

Um pouco da história do MASP

Você sabia que o MASP nem sempre esteve na Avenida Paulista? A primeira instalação do museu foi na Rua 7 de Abril, na sede dos Diários Associados, fundada pelo empresário e mecenas Assis Chateaubriand em 1947. A transferência para o famoso endereço empresarial ocorreu em 1968.

Naquela época, a mudança ocorreu para que o museu tivesse uma sede à altura de sua coleção. O prédio icônico, que se tornou um marco na história da arquitetura do século 20, foi projetado por Lina Bo Bardi, reconhecida pelo conjunto de sua obra com o Leão de Ouro Especial na Bienal de Veneza de 2021.

Atualmente, a área total do museu é de 10.485 m². Por essas limitações físicas, pouco mais de 1% do acervo do museu é exposto. No total, o MASP possui mais de 11 mil obras entre pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuários de diversos períodos, que abrangem a produção europeia, africana, asiática e das Américas.
Ilustração do novo MASP

Por que o MASP será ampliado?

O chamado “Anexo do MASP” irá aumentar a área do museu em 6.945m² com galerias, salas de aula, reserva técnica, laboratório de restauro, restaurante, loja e áreas de eventos, ampliando as atividades realizadas atualmente e expandindo a capacidade de visitantes.

O projeto cria um novo edifício de 14 andares conectado por ligação subterrânea ao prédio histórico desenhado por Lina Bo Bardi e almeja equiparar a estrutura física do museu à sua ambição institucional, transformando-o para as próximas gerações.

“O objetivo é fazer do MASP um museu para uma metrópole de 12 milhões de habitantes e para o futuro, reforçando o seu papel como referência internacional e equiparando São Paulo a outras capitais culturais”, afirma o Departamento de Comunicação da instituição.

O prédio terá cinco galerias expositivas e duas galerias multiuso, representando um aumento de 66% de área expositiva do MASP. Ao final da reforma, a área total do museu será de 17.680 m². Além de aumentar o espaço físico, a nova construção vai ampliar aquilo que o MASP é e já representa nacional e internacionalmente.

Os ganhos serão múltiplos: 

- A ampliação de acesso ao público, uma vez que será possível acolher um número significativamente maior de visitantes; 

- Uma nova e melhor estrutura para oferecer cursos e programas públicos (oficinas, palestras, seminários, formação de professores etc); 

- Um ambiente maior e equipado com as últimas tecnologias para o restauro e preservação de obras icônicas, que, somadas às aquisições feitas ano a ano, contam histórias da arte cada vez mais diversas, inclusivas e plurais. 

“O MASP passa, assim, pelo maior processo de expansão física da sua história, feito com recursos próprios. Vamos aumentar em 66% a capacidade expositiva do museu integrando os dois prédios, e esse é um investimento muito relevante para a cultura de São Paulo. Acredito que essa expansão consolida o museu e a própria Avenida Paulista como um eixo cultural, quem sabe o mais importante do Brasil, do qual o MASP, sem dúvida, é a âncora”, disse Alfredo Setúbal, presidente do Conselho do MASP, em entrevista à Revista Tegra IN.Perspectiva ilustrada da expansão do novo MASP

Batismo do MASP

O novo prédio será batizado de Pietro Maria Bardi, primeiro diretor artístico do MASP, enquanto o edifício histórico do MASP passará a ser chamado de Lina Bo Bardi, em homenagem à arquiteta que o projetou. Nomes que, somados ao de Assis Chateaubriand, completam o trio fundador do museu.

Prédio Lina Bo Bardi e Prédio Pietro Maria Bardi

O plano é que o edifício Lina Bo Bardi seja dedicado à exposição das obras que pertencem à coleção do museu, sobretudo nas áreas do subsolo. 

Já as novas galerias do prédio Pietro Maria Bardi deverão ser ocupadas com exposições temporárias, todas com pé-direito alto e equipadas com sistema de climatização e iluminação de última geração. 

O projeto de expansão permitirá ainda complementar e qualificar as instalações técnicas do museu, com a expansão de áreas como depósitos e docas, que hoje impõem limites concretos à gestão operacional. 

Uma parte essencial do projeto é a interligação subterrânea entre os dois edifícios, que será feita sob a Rua Prof. Otavio Mendes - já autorizada pela Prefeitura de São Paulo, com publicação em decreto municipal.

Outra transformação importante será a transferência da bilheteria para o prédio Pietro, liberando o vão livre e devolvendo a este espaço a sua utilização como praça pública, uso defendido por Lina Bo Bardi desde que idealizou a atual sede do MASP.

O Anexo do MASP terá os pavimentos junto ao chão totalmente transparentes, em diálogo com o vão livre, e os andares superiores revestidos com chapas metálicas perfuradas e corrugadas, que irão permitir uma imagem monolítica sem inviabilizar as vistas da paisagem e a entrada de luz natural através de aberturas estrategicamente posicionadas, de acordo com as necessidades dos espaços internos.

Um projeto sustentável

O prédio novo será moderno e tecnológico, com iluminação em LED e automatizada, com redução expressiva no consumo de energia. Além disso, haverá uma fachada dupla que protege o edifício da radiação solar e sombreia as janelas, diminuindo a carga térmica interna. A malha metálica que revestirá o edifício permite que uma camada de ar se forme entre o edifício e a fachada externa, criando um microclima.

Isso alivia o sistema de ventilação e climatização e reduz o consumo de energia. O custo do projeto é da ordem de R$ 180 milhões e será totalmente financiado por doações de pessoas físicas - seguindo a característica que o MASP possui desde sua fundação de engajar a sociedade privada nos mais diversos projetos.

Confira mais detalhes sobre a ampliação do museu na matéria “A Expansão do MASP” na Revista Tegra IN.

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